Visão Geral

A esfera de exercício imaginativo, (imagin)ação por criação, é comum aos campos da arte e da ciência, e estaria baseada em trânsitos de insight (aha!). Em ciência, ao apresentar-se como expressão, a criação se desloca para sistemas codificados emoldurados por lógica e previsão objetiva. Em arte, o enraizamento estético-subjetivo é preservado no âmbito da expressão. A prática científica, e, sobretudo, os grandes avanços em ciência, são permeados por trânsitos mentais que parecem estender-se para além das categorias lógico-mnemônicas formais, incorporando vivências estético-afetivo-emocionais. Será que formas e formalismos convencionados poderiam dar lugar a relações de ressignificação, a novas plataformas (ordens) de compartilhamento cognitivo? Haveria lugar para uma estética da ciência? Numa contracorrente do pensamento científico vigente, propõe-se uma nova conduta de inteligência na prática de criação científica, através da qual a razão se abra ao benefício de vivências estéticas e afetivas, dominadas no campo de conhecimento da arte através dos fundamentos e aplicabilidade da Teoria dos Conjuntos Fuzzy e outras ferramentas de Modelagem Computacional.
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